9.4. Opções do Kickstart

As opções seguintes podem ser inseridas em um arquivo kickstart. Se você prefere usar uma interface gráfica para criar seu arquivo kickstart, pode usar a aplicação Configurador do Kickstart. Consulte o Capítulo 10 para mais detalhes.

NotaNota
 

Se a opção for seguida do sinal de igual (=), deve-se especificar um valor após este. Nos comandos de exemplo, as opções entre colchetes ([]) são argumentos opcionais do comando.

autopart (opcional)

Criar partições automaticamente — uma partição root (/) de 1 GB ou mais, uma partição swap e uma partição boot apropriada para a arquitetura. Um ou mais tamanhos das partições default podem ser redefinidos com a diretiva part.

autostep (opcional)

Similar ao interactive, exceto pelo fato de que vai para a próxima tela para você. É usado principalmente para a depuração.

auth ou authconfig (requisitado)

Configura as opções de autenticação para o sistema. É similar ao comando authconfig, que pode ser executado após a instalação. Por default, as senhas normalmente são criptografadas e não 'sombreadas' (shadowed).

--enablemd5

Usar criptografia md5 para senhas de usuário.

--enablenis

Ative o suporte ao NIS. Por defauilt, o --enablenis usa qualquer domínio que encontrar na rede. Um domínio quase sempre deve ser definido manualmente com a opção --nisdomain=.

--nisdomain=

Nome do domínio NIS para usar com serviços NIS.

--nisserver=

Servidor para usar com serviços NIS (transmite por default).

--useshadow ou --enableshadow

Usar senhas shadow.

--enableldap

Ativa o suporte ao LDAP no /etc/nsswitch.conf, permitindo a seu sistema recuperar as informações sobre os usuários (UIDs, diretórios home, shells, etc.) de um diretório LDAP. Para usar esta opção, você deve instalar o pacote nss_ldap. Você também deve especificar um servidor e uma base DN com o --ldapserver= e --ldapbasedn=.

--enableldapauth

Usa o LDAP como um método de autenticação. Isto habilita o módulo pam_ldap para autenticação e alteração de senhas, usando um diretório LDAP. Para usar esta opção, você deve ter o pacote nss_ldap instalado. Você também deve especificar um servidor e uma base DN com o --ldapserver= e --ldapbasedn=.

--ldapserver=

Se você especificou --enableldap ou --enableldapauth, use esta opção para especificar o nome do servidor LDAP a usar. Esta opção é definida no arquivo /etc/ldap.conf.

--ldapbasedn=

Se você especificou --enableldap ou --enableldapauth, use esta opção para especificar o DN (distinguished name) na árvore de seu diretório LDAP sob a qual as informações dos usuários são armazenadas. Esta opção é definida no arquivo /etc/ldap.conf.

--enableldaptls

Use as procuras TLS (Transport Layer Security). Esta opção permite que o LDAP envie nomes de usuários e senhas criptografados para um servidor LDAP antes da autenticação.

--enablekrb5

Use o Kerberos 5 para autenticar usuários. O Kerberos em si não sabe sobre diretórios home, UIDs ou shells. Portanto, se você habilitar o Kerberos, terá que assegurar que as contas de usuários são conhecidas por esta estação de trabalho, habilitando o LDAP, NIS ou Hesiod, ou então usando o comando /usr/sbin/useradd para tornar suas contas conhecidas por esta estação de trabalho. Se você usar esta opção, deve ter o pacote pam_krb5 instalado.

--krb5realm=

O reino do Kerberos 5, ao qual sua estação de trabalho pertence.

--krb5kdc=

O KDC (ou KDCs) que servem pedidos para o reino. Se você tem KDCs múltiplos em seu reino, separe seus nomes por vírgulas (,).

--krb5adminserver=

O KDC em seu reino que também roda o kadmind. Este servidor lida com alteração de senhas e outros pedidos administrativos. O servidor deve rodar em um KDC mestre se você tiver mais de um KDC.

--enablehesiod

Habilite o suporte ao Hesiod para que procure por diretórios home, UIDs e shells dos usuários. Você pode encontrar mais informações sobre a configuração e uso do Hesiod em sua rede no /usr/share/doc/glibc-2.x.x/README.hesiod, incluso no pacote glibc. O Hesiod é uma extensão do DNS que usa os registros do DNS para armazenar informações sobre usuários, grupos e vários outros itens.

--hesiodlhs

A opção Hesiod LHS ("left-hand side"), configurada no /etc/hesiod.conf. Esta opção é usada pela biblioteca do Hesiod para determinar o nome para a procura DNS quando buscar informações; similar ao uso do LDAP sobre o DN de base.

--hesiodrhs

A opção Hesiod RHS ("right-hand side"), configurada no /etc/hesiod.conf. Esta opção é usada pela biblioteca do Hesiod para determinar o nome para a procura DNS quando buscar informações; similar ao uso do LDAP sobre o DN de base.

DicaDica
 

Para procurar por "jim" nas informações de usuário, a biblioteca do Hesiod procura por jim.passwd<LHS><RHS>, o que deve resultar em um registro TXT que se parece com o que sua senha se pareceria (jim:*:501:501:Jungle Jim:/home/jim:/bin/bash). Para grupos, a situação é idêntica, exceto que jim.group<LHS><RHS> será usado.

A procura de usuários e grupos por número é feita tornando "501.uid" um CNAME para "jim.senha", e "501.gid" um CNAME para "jim.grupo". Note que LHS e RHS não têm pontos [.] à frente deles quando a biblioteca determina o nome pelo qual procurar, portanto LHS e RHS geralmente começam por pontos.

--enablesmbauth

Habilita a autenticação de usuários em um servidor SMB (tipicamente, um servidor Samba ou Windows). O suporte da autenticação SMB não sabe sobre diretórios home, UIDs e shells de usuários. Portanto, se você habilitá-lo, deve tornar as contas de usuários conhecidas pela estação de trabalho, habilitando o LDAP, NIS ou Hesiod, ou então usando o comando /usr/sbin/useradd para tornar suas contas conhecidas pela estação de trabalho. Para usar esta opção, você deve ter o pacote pam_smb instalado.

--smbservers=

O nome do(s) servidor(es) para usar na autenticação SMB. Para especificar mais de um servidor, separe seus nomes por vírgulas.

--smbworkgroup=

O nome do grupo de trabalho para os servidores SMB.

--enablecache

Habilita o serviço nscd. Este serviço armazena em cache as informações sobre usuários, grupos e vários outros tipos de informação. O cache é especialmente útil se você optar por distribuir as informações dos usuários e grupos ao longo de sua rede usando NIS, LDAP ou hesiod.

bootloader (requisitado)

Especifica o gestor de início (LILO ou GRUB) e como este deve ser instalado. Esta opção é requisitada tanto para instalações quanto para atualizações. Nas atualizações, se --useLilo não é especificado e LILO é o gestor de início corrente, o gestor será alterado para GRUB. Para preservar o LILO nas atualizações, use bootloader --upgrade.

--append=

Especifica os parâmetros do kernel. Para especificar parâmetros múltiplos, separe-os por espaços. Por exemplo:

bootloader --location=mbr --append="hdd=ide-scsi ide=nodma"
--driveorder

Especifica qual é o primeiro disco na ordem de inicialização do BIOS. Por exemplo:

bootloader --driveorder=sda,hda
--location=

Especifica onde o registro de inicialização (boot) é gravado. Os valores válidos são os seguintes: mbr (o default), partition (instala o gestor de início no primeiro setor da partição contendo o kernel), ou nenhum (não instala o gestor de início).

--password=

Se usar o GRUB, esta define a senha do gestor de início GRUB para aquela indicada com esta opção. Deve ser usada para restringir o acesso à shell do GRUB, onde as opções arbitrárias do kernel podem ser passadas.

--md5pass=

Se usar o GRUB, esta é similar à --password=, exceto pela senha que já deve estar criptografada.

--useLilo

Usa o LILO como gestor de início, ao invés do GRUB.

--linear

Se usar o LILO, use a opção linear; esta é somente para compatibilidade reversa (linear agora é usada por default).

--nolinear

Se usar o LILO, use a opção nolinear. Linear é o default.

--lba32

Se usar o LILO, force o uso do modo lba32 ao invés da auto-detecção.

--upgrade

Atualize a configuração existente do gestor de início, preservando as entradas antigas. Esta opção está disponível somente para atualizações (upgrades).

clearpart (opcional)

Remove partições do sistema antes da criação de novas partições. Por default, nenhuma partição é removida.

NotaNota
 

Se o comando clearpart for usado, então o comando --onpart não pode ser usado em uma partição lógica.

--all

Apaga todas as partições do sistema.

--drives=

Especifica quais discos terão suas partições limpas. Por exemplo: o seguinte limpa as partições nos primeiros dois drives do controlador IDE primário.

clearpart --drives hda,hdb
--initlabel

Inicializa a etiqueta de disco para o defult de sua arquitetura (ex.: msdos para x86 e gpt para Itanium). É útil pois assim o programa de instalação não questiona se deve inicializar a etiqueta de disco caso instale em um disco rígido novo.

--linux

Apaga todas as partições Linux.

--none (default)

Não remove nenhuma partição.

cmdline (opcional)

Executa a instalação em um modo de comando de linha completamente não-interativo. Quaisquer prompts para interação interromperão a instalação. Este modo é útil para sistemas S/390 com o console x3270.

device (opcional)

Na maioria dos PCS, o programa de instalação irá auto-detectar as placas Ethernet e SCSI apropriadamente. Em sistemas mais antigos e em alguns PCs, no entanto, o kickstart precisa de uma dica para encontrar os dispositivos corretos. O comando device, que diz ao programa de instalação para instalar módulos extras, tem este formato:

device <type> <moduleName> --opts=<options>

<type>

Substitua por scsi ou eth

<moduleName>

Substitua pelo nome do módulo do kernel que deve ser instalado.

--opts=

As opções a serem passadas para o módulo do kernel. Note que opções múltiplas podem ser passadas se forem colocadas entre aspas. Por exemplo:

--opts="aic152x=0x340 io=11"
driverdisk (opcional)

Disquetes de driver podem ser usados durante instalações kickstart. Você precisa copiar o conteúdo do disquete de driver para o diretório root de uma partição do disco rígido do sistema. E então deve usar o comando driverdisk para dizer ao programa de instalação onde procurar o disco de driver.

driverdisk <partition> [--type=<fstype>]

Alternativamente, você pode especificar uma localidade na rede para o disquete de driver:

driverdisk --source=ftp://path/to/dd.img
driverdisk --source=http://path/to/dd.img
driverdisk --source=nfs:host:/path/to/img

<partition>

A partição contendo o disco de driver.

--type=

Tipo de sistema de arquivo (ex.: vfat ou ext2).

firewall (opcional)

Esta opção corresponde à tela de Configuração do Firewall no programa de instalação:

firewall --enabled|--disabled [--trust=] <device> [--port=]

--enabled

Rejeita conexões de entrada que não são em resposta a pedidos para fora, como respostas DNS ou pedidos DHCP. Se for necessário acesso aos serviços rodando nesta máquina, você pode optar por permitir serviços específicos através do firewall.

--disabled

Não configurar nenhuma regra do iptables.

--trust=

Listar um dispositivo aqui, como eth0, permite que todo o tráfego proveniente deste dispositivo passe pelo firewall. Para listar mais de um dispositivo, use --trust eth0 --trust eth1. NÃO use um formato separado por vírgulas, como --trust eth0, eth1.

<incoming>

Substitua por nenhum ou mais dos seguintes para permitir a passagem dos serviços especificados pelo firewall.

  • --ssh

  • --telnet

  • --smtp

  • --http

  • --ftp

--port=

Você pode especificar que estas portas sejam permitidas pelo firewall usando o fortmato porta:protocolo. Por exemplo: para permitir o acesso ao IMAP através do firewall, especifique imap:tcp. Portas numéricas também pode ser especificadas explicitamente. Ex.: para permitir pacotes UDP através da porta 1234, especifique 1234:udp. Para especificar diversas portas, separe-as por vírgulas.

firstboot (opcional)

Determine se o Agente de Configuração inicia na primeira vez que o sistema é inicializado. Se habilitado, o pacote firstboot deve ser instalado. Se não for especificada, esta opção é desabilitada por default.

--enable

O Agente de Configuração é iniciado na primeira vez que o sistema inicializar.

--disable

O Agente de Configuração não é iniciado na primeira vez que o sistema inicializar.

--reconfig

Habilite o Agente de Configuração para iniciar no momento da inicialização no modo de reconfiguração. Este modo habilita as opções de idioma, mouse, teclado, senha root, nível de segurança, fuso horário e configuração da rede, além das opções default.

install (opcional)

Diz para instalar um novo sistema ao invés de atualizar um sistema existente. Este é o modo default. Para a instalação, você deve especificar o tipo de instalação - cdrom, harddrive, nfs ou url (para instalações ftp ou http). O comando install e o comando do método de instalação devem estar em linhas separadas.

cdrom

Instalar pelo primeiro drive de CD-ROM do sistema.

harddrive

Instalar por uma árvore de instalação da Red Hat em um disco local, que deve ser vfat ou ext2.

  • --partition=

    Partição pela qual instalar (ex.: sdb2).

  • --dir=

    Diretório contendo o diretório RedHat da árvore de instalação.

Por exemplo:

harddrive --partition=hdb2 --dir=/tmp/install-tree
nfs

Instalar pelo servidor NFS especificado.

  • --server=

    Servidor a partir do qual instalar (endereço ou IP da máquina).

  • --dir=

    Diretório contendo o diretório RedHat da árvore de instalação.

Por exemplo:

nfs --server=nfsserver.example.com --dir=/tmp/install-tree
url

Instalar a partir de uma árvore de instalação em um servidor remoto via FTP ou HTTP.

Por exemplo:

url --url http://<server>/<dir>

ou:

url --url ftp://<username>:<password>@<server>/<dir>
interactive (opcional)

Usa as informações providas no arquivo kickstart durante a instalação, mas permite a revisão e modificação dos valores dados. Você verá cada tela do programa de instalação com os valores do arquivo kickstart. Aceite os valores clicando em Próximo ou altere-os e clique em Próximo para continuar. Veja também o autostep.

keyboard (requisitado)

Define o tipo de teclado do sistema. Aqui está a lista de teclados disponíveis nas máquinas i386, Itanium e Alpha:

be-latin1, bg, br-abnt2, cf, cz-lat2, cz-us-qwertz, de,
de-latin1, de-latin1-nodeadkeys, dk, dk-latin1, dvorak, es, et,
fi, fi-latin1, fr, fr-latin0, fr-latin1, fr-pc, fr_CH, fr_CH-latin1,
gr, hu, hu101, is-latin1, it, it-ibm, it2, jp106, la-latin1, mk-utf,
no, no-latin1, pl, pt-latin1, ro_win, ru, ru-cp1251, ru-ms, ru1, ru2, 
ru_win, se-latin1, sg, sg-latin1, sk-qwerty, slovene, speakup, 
speakup-lt, sv-latin1, sg, sg-latin1, sk-querty, slovene, trq, ua, 
uk, us, us-acentos

O arquivo /usr/lib/python2.2/site-packages/rhpl/keyboard_models.py também contém esta lista e é parte do pacote rhpl.

lang (requisitado)

Define o idioma a ser usado na instalação. Por exemplo: para definir o idioma para Inglês, o arquivo kicckstart deve conter a seguinte linha:

lang en_US

O arquivo /usr/share/redhat-config-language/locale-list oferece uma lista de códigos de idiomas válidos na primeira coluna de cada linha e é parte do pacote redhat-config-languages.

langsupport (requisitado)

Define o(s) idioma(s) a instalar no sistema. Os mesmos códigos dos idiomas usados com o lang podem ser usados com langsupport.

Para instalar um idioma, especifique-o. Por exemplo: para instalar e usar o idioma Francês fr_FR:

langsupport fr_FR

--default=

Se especificar suporte para mais de um idioma, deve identificar um idioma default.

Por exemplo: para instalar Inglês e Francês no sistema e usar Inglês como o idioma default:

langsupport --default=en_US fr_FR

Se você usar --default com somente um idioma, todos os idiomas serão instalados com o idioma especificado definido como default.

logvol (opcional)

Crie um volume lógico para o LVM (Logical Volume Management) com a seguinte sintaxe:

logvol <mntpoint> --vgname=<name> --size=<size> --name=<name> <options>

As opções são as seguintes:

--noformat

Usa um volume lógico existente e não o formata.

--useexisting

Usa um volume lógico existente e o reformata.

Crie a partição primeiro, depois crie o grupo de volume lógico e então o volume lógico. Por exemplo:

part pv.01 --size 3000
volgroup myvg pv.01
logvol / --vgname=myvg --size=2000 --name=rootvol
mouse (requisitado)

Configura o mouse do sistema, nos modos GUI e texto. As opções são:

--device=

O dispositivo no qual está o mouse (como --device=ttyS0).

--emulthree

Se estiver presente, clicar os botões esquerdo e direto do mouse simultaneamente será reconhecido pelo Sistema X Window como o botão do meio. Esta opção deve ser usada se você tiver um mouse de dois botões.

Após as opções, o tipo do mouse deve ser especificado como um dos seguintes:

alpsps/2, ascii, asciips/2, atibm, generic, generic3, genericps/2, 
generic3ps/2, genericwheelps/2, genericusb, generic3usb, genericwheelusb, 
geniusnm, geniusnmps/2, geniusprops/2, geniusscrollps/2, geniusscrollps/2+, 
thinking, thinkingps/2, logitech, logitechcc, logibm, logimman, 
logimmanps/2, logimman+, logimman+ps/2, logimmusb, microsoft, msnew, 
msintelli, msintellips/2, msintelliusb, msbm, mousesystems, mmseries, 
mmhittab, sun, none

Esta lista também pode ser encontrada no arquivo /usr/lib/python2.2/site-packages/rhpl/mouse.py, que é parte do pacote rhpl.

Se o comando do mouse for submetido sem nenhum argumento, ou for omitido, o programa de instalação tentará auto-detectar o mouse. Este procedimento funciona para mouses modernos.

network (opcional)

Configura as informações de rede no sistema. Se a instalação kickstart não requer rede (ou seja, não é instalado através do NFS, HTTP ou FTP), a rede não é configurada no sistema. Se a instalação requer rede e as informações da rede não são providas no arquivo kickstart, o programa de instalação assume que a instalação deve ser feita pela eth0 através de um endereço IP dinâmico (BOOTP/DHCP), e configura o sistema instalado final para determinar seu endereço IP dinamicamente. A opção network configura as informações de rede para instalações kickstart através de uma rede assim como para o sistema instalado.

--bootproto=

Um destes: dhcp, bootp ou static.

Seu default para dhcp. bootp e dhcp são tratados da mesma maneira.

O método DHCP usa um sistema de servidor DHCP para obter sua configuração de rede. Como você pode supor, o método BOOTP é similar, requisitando um servidor BOOTP para prover a configuração de rede. Para direcionar um sistema a usar DHCP:

network --bootproto=dhcp

Para direcionar uma máquina a usar BOOTP para obter sua configuração de rede, use a seguinte linha no arquivo kickstart:

network --bootproto=bootp

O método estático requer que você indique todas as informações de rede necessárias no arquivo kickstart. Como o nome implica, as informações são estáticas e serão usadas durante e depois da instalação. A linha da rede estática é mais complexa, já que você deve incluir todas as informações de configuração da rede em uma linha. Você deve especificar o endereço IP, máscara de rede (netmask), porta de comunicação (gateway) e nome do servidor. Por exemplo: (\ indica que está tudo em uma linha):

network --bootproto=static --ip=10.0.2.15 --netmask=255.255.255.0 \
--gateway=10.0.2.254 --nameserver=10.0.2.1

Se você usar o método estático, esteja ciente das duas restrições a seguir:

  • Todas as informações de configuração de rede devem ser especificadas em uma linha; você não pode separar linhas com uma barra invertida. Por exemplo:

  • Você pode especificar apenas um nome de servidor (nameserver) aqui. No entanto, você pode fazer com que a seção %post do arquivo kickstart (descrita na Seção 9.7) adicione mais nomes de servidores, se necessário:

--device=

Usado para selecionar um dispositivo Ethernet específico para a instalação. Note que o uso do --device= não será efetivo a não ser que o arquivo kickstart seja um arquivo local (como ks=floppy), já que o programa de instalação configurará a rede para encontrar o arquivo kickstart.Exemplo:

network --bootproto=dhcp --device=eth0
--ip=

Endereço IP para a máquina a ser instalada.

--gateway=

Porta de comunicação default como um endereço IP.

--nameserver=

Nome do servidor primário, como um endereço IP.

--nodns

Não configurar nenhum servidor DNS.

--netmask=

Máscara de rede para o sistema instalado.

--hostname=

Nome da máquina para o sistema instalado.

part ou partition (requisitado para instalações; ignorado para atualizações)

Cria uma partição no sistema.

Se houver mais de uma instalação do Red Hat Enterprise Linux em diferentes partições do sistema, o programa de instalação questiona qual instalação o usuário pretende atualizar.

AtençãoAtenção
 

Todas as partições criadas serão formatadas como parte do processo de instalação, a não ser que --noformat and --onpart seja usados.

<mntpoint>

O <mntpoint> é onde a partição será montada e deve ter uma das seguintes formas:

  • /<path>

    Por exemplo: /, /usr, /home

  • swap

    A partição será usada como espaço virtual (swap).

    Para determinar o tamanho da partição swap automaticamente, use a opção --recommended:

    swap --recommended

    O tamanho da partição swap gerada automaticamente será igual ou maior à quantidade de RAM no sistema e, no máximo, o dobro da quantidade de RAM no sistema.

  • raid.<id>

    A partição será usada para o RAID de software (consulte o raid).

  • pv.<id>

    A partição será usada para o LVM (consulte o logvol).

--size=

O tamanho mínimo da partição em megabytes. Especifique aqui um valor inteiro, como 500. Não acrescente 'MB' ao número.

--grow

Diz à partição para aumentar até preencher todo o espaço disponível, ou até a definição de tamanho máximo.

--maxsize=

O tamanho máximo da partição em megabytes quando a partição é definida para aumentar. Especifique aqui um valor inteiro e não acrescente 'MB' ao número.

--noformat

Diz ao programa de instalação para não formatar a partição, no uso com o comando --onpart.

--onpart= ou --usepart=

Insere a partição no dispositivo já existente. Por exemplo:

partition /home --onpart=hda1

colocará /home no /dev/hda1, que já existe.

--ondisk= ou --ondrive=

Força a criação da partição em um disco específico. Por exemplo: --ondisk=sdb colocará a partição no segundo disco SCSI do sistema.

--asprimary

Força a alocação automática da partição como uma partição primária ou a partição falhará.

--type= (substituído por fstype)

Esta opção não está mais disponível. Use fstype.

--fstype=

Define o tipo de sistema de arquivo da partição. Os valores válidos são ext2, ext3, swap e vfat.

--start=

Especifica o cilindro inicial da partição. Requer a especificação de um disco com --ondisk= ou ondrive=. Também requer que o cilindro final seja especificado com --end= ou que o tamanho da partição seja especificado com --size=.

--end=

Especifica o cilindro final da partição. Requer que o cilindro inicial seja especificado com --start=.

NotaNota
 

Se a partição falhar por alguma razão, aparecerão mensagens de diagnóstico no console virtual 3.

raid (opcional)

Monta um dispositivo RAID de software. Este comando tem a forma:

raid <mntpoint> --level=<level> --device=<mddevice> <partitions*>

<mntpoint>

Localidade onde o sistema de arquivo RAID é montado. Se for /, o nível do RAID deve ser 1 a não ser que uma partição boot (/boot) esteja presente. Se estiver, a partição /boot deve ter nível 1 e a partição root (/) pode ter qualquer um dos tipos disponíveis. As <partitions*> (o que denota que diversas partições podem ser listadas) lista os identificadores RAID a serem adicionados ao conjunto RAID.

--level=

Nível do RAID a usar (0, 1 ou 5).

--device=

Nome do dispositivo RAID a usar (como md0 ou md1). Os dispositivos RAID variam de md0 a md7, e cada um pode ser usado somente uma vez.

--spares=

Especifica o número de discos avulsos alocados para o conjunto RAID. Os discos avulsos são usados para reconstruir o conjunto no caso de falha no disco.

--fstype=

Determina o tipo de sistema de arquivo do conjunto RAID. Os valores válidos são ext2, ext3, swap e vfat.

--noformat

Usa um dispositivo RAID existente e não formata o conjunto RAID.

--useexisting

Usa um dispositivo RAID existente e o reformata.

O exemplo seguinte mostra como criar uma partição RAID de nível 1 para /, e uma de nível 5 para /usr, assumindo que há três discos SCSI no sistema. Também cria três partições swap, uma em cada disco.

part raid.01 --size=60 --ondisk=sda
part raid.02 --size=60 --ondisk=sdb
part raid.03 --size=60 --ondisk=sdc
part swap --size=128 --ondisk=sda 
part swap --size=128 --ondisk=sdb 
part swap --size=128 --ondisk=sdc
part raid.11 --size=1 --grow --ondisk=sda 
part raid.12 --size=1 --grow --ondisk=sdb 
part raid.13 --size=1 --grow --ondisk=sdc
raid / --level=1 --device=md0 raid.01 raid.02 raid.03 
raid /usr --level=5 --device=md1 raid.11 raid.12 raid.13
reboot (opcional)

Reinicialize a máquina após completar a instalação. Normalmente, o kickstart exibe uma mensagem e espera que o usuário pressione uma tecla antes de reinicializar.

rootpw (requisitado)

Define a senha root do sistema como o argumento <password>.

rootpw [--iscrypted] <password>

--iscrypted

Se isto estiver presente, assume-se que o argumento da senha já esteja criptografado.

skipx (opcional)

Se estiver presente, o X não está configurado no sistema instalado.

text (opcional)

Executa a instalação kickstart no modo texto. As instalações kickstart são executadas no modo gráfico por default.

timezone (requisitado)

Define o fuso horário do sistema como <timezone>, que pode ser qualquer um dos fusos horários listados pelo timeconfig.

timezone [--utc] <timezone>

--utc

Se estiver presente, o sistema assume que o relógio do hardware está definido para usar UTC (Horário de Greenwich).

upgrade (opcional)

Diz para atualizar um sistema existente ao invés de instalar um novo sistema. Você deve especificar um destes: cdrom, disco rígido (harddrive), nfs ou url (para ftp e http) como a localidade da árvore de instalação. Consulte o install para detalhes.

xconfig (opcional)

Configura o Sistema X Window. Se esta opção não for dada, o usuário precisará configurar o X manualmente durante a instalação, caso o X esteja instalado. Esta opção não deve ser usada se o X não está instalado no sistema final.

--noprobe

Não detectar o monitor.

--card=

Usa uma placa especificada. O nome desta placa deve estar na lista de placas do /usr/share/hwdata/Cards no pacote hwdata. A lista de placas também pode ser encontrada na tela Configuração do X da Configurador do Kickstart. Se este argumento não for provido, o programa de instalação detectará o canal PCI da placa. Como o AGP é parte do canal PCI, as placas AGP serão detectadas caso sejam suportadas. A ordem de detecção é determinada pela ordem do scan PCI da placa-mãe.

--videoram=

Especifique a quantidade de RAM da placa de vídeo.

--monitor=

Usa um monitor especificado. O nome do monitor deve constar da lista de monitores no /usr/share/hwdata/MonitorsDB do pacote hwdata. A lista de monitores também pode ser encontrada na tela Configuração do X da Configurador do Kickstart. Isto é ignorado se a --hsync ou a --vsync for provida. Se não for provida nenhuma informação do monitor, o programa de instalação tenta detectá-lo automaticamente.

--hsync=

Especifica a frequência da sincronia horizontal do monitor.

--vsync=

Especifica a frequência da sincronia vertical do monitor.

--defaultdesktop=

Especifica GNOME ou KDE como sua área de trabalho (desktop) default, assumindo que ambos ou um dos ambientes foram instalados através do %packages.

--startxonboot

Usa autenticação (login) gráfica no sistema instalado.

--resolution=

Especifica a resolução default para o Sistema X Window do sistema instalado. Os valores válidos são: 640x480, 800x600, 1024x768, 1152x864, 1280x1024, 1400x1050 e 1600x1200. Assegure que a resolução seja compatível com a placa de vídeo e monitor.

--depth=

Especifica a definição de cores para o Sistema X Window do sistema instalado. Os valores válidos são: 8, 16, 24 e 32. Assegure que a definição de cores seja compatível com a placa de vídeo e monitor.

volgroup (opcional)

Use para criar um grupo LVM (Logical Volume Management) com a sintaxe:

volgroup <name> <partition> <options>

As opções são as seguintes:

--noformat

Usa um grupo de volume existente e não o formata.

--useexisting

Usa um grupo de volume existente e o reformata.

Crie a partição primeiro, depois crie o grupo de volume lógico e então o volume lógico. Por exemplo:

part pv.01 --size 3000
volgroup myvg pv.01
logvol / --vgname=myvg --size=2000 --name=rootvol
zerombr (opcional)

Se zerombr é especificado e yes é seu único argumento, quaisquer tabelas de partição inválidas encontradas nos discos são inicializadas. Isto destruirá todo o conteúdo dos discos com tabelas de partição inválidas. Este comando deve ter o seguinte formato:

zerombr yes

Nenhum outro formato é efetivo.

%include

Use o comando %include /path/to/file para incluir o conteúdo de outro arquivo no arquivo kickstart, como se o conteúdo estivesse na localidade do comando %include no arquivo kickstart.