| Red Hat Enterprise Linux 4: Introdução à Administração de Sistemas | ||
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Apesar da memória virtual possibilitar que os computadores rodem aplicações maiores e mais complexas com mais facilidade, assim como com qualquer outra ferramenta poderosa, ela tem um preço. Neste caso, o preço é refletido no desempenho — um sistema operacional com memória virtual tem muito mais a fazer do que um sistema operacional incapaz de suportar a memória virtual. Isto significa que o desempenho de uma aplicação com memória virtual nunca é tão bom quanto o desempenho da mesma aplicação com 100% residente na memória.
No entanto, isto não é motivo para desistência. Os benefícios da memória virtual são muito bons para fazer isso. Com um pouco de esforço, é possível obter um bom desempenho. O que deve ser feito é analisar os recursos do sistema impactados pelo alto uso do sub-sistema da memória virtual.
Por um momento, lembre-se do que você leu neste capítulo e considere quais recursos do sistema são usados por atividades extremamente pesadas de swapping e de falha de página:
RAM — a razão pela qual a RAM disponível está baixa (caso contrário, não haveria necessidade de falha de página ou swap).
Disco — O espaço em disco talvez não seja impactado, mas a largura de banda I/O seria (devido ao alto índice de paging e swapping).
CPU — A CPU está gastando ciclos no processamento necessário para suportar a administração da memória e a configuração das operações I/O para o paging e swapping.
A natureza interrelacionada destas cargas facilita o entendimento de como a falta de recursos pode acarretar em problemas severos de desempenho.
Tudo o que precisamos é um sistema com pouca memória RAM, alto índice de falhas de página e um sistema rodando próximo de seus limites em termos de I/O do disco ou CPU. Neste ponto, o sistema está com thrashing, com baixo desempenho como resultado inevitável.
No melhor dos casos, a sobrecarga do suporte à memória virtual apresenta uma carga extra mínima em um sistema bem configurado:
RAM — RAM suficiente para todos os conjuntos de trabalho com um restinho de memória capaz de resolver quaisquer falhas de página[1]
Disco — Devido a atividade limitada da falha de página, a largura de banda I/O seria minimamente impactada
CPU — A maioria dos cliclos de CPU são, na verdade, dedicados a rodar aplicações, ao invés de rodar o código de administração de memória do sistema operacional
Sendo assim, temos que ter em mente que o impacto de desempenho da memória virtual é mínimo quando é usada o menos possível. Isto siginifica que o fator determinante para um bom desempenho do sub-sistema de memória virtual é ter memória RAM suficiente.
A seguir (mas bem abaixo em termos de importância relativa) está a capacidade da CPU e I/O do disco. No entanto, tenha em mente que estes recursos ajudam somente na degradação do desempenho do sistema devido a muitas falhas e swapping de maneira mais graciosa; fazem pouco para ajudar o desempenho do sub-sistema da memória virtual (apesar de poderem desempenhar uma função maior no desempenho do sistema todo).
| [1] | Um sistema razoavelmente ativo sempre tem um certo nível de atividades relacionadas a falhas de página, devido às falhas de página ocorridas com a incursão de aplicações recém-lançadas na memória. |